Morre menino resgatado de desastre aéreo no Sudão

Um avião de passageiros caiu no leste do Sudão, quando tentava realizar uma aterrissagem de emergência, matando 117 pessoas. Um menino de 3 anos, identificado como Mohammed al-Fatih, tinha sido o único sobrevivente, mas morreu horas depois em um hospital de Cartum. Ele teve parte do corpo queimado e havia perdido uma perna no acidente, que também matou sua mãe. A fuselagem do avião ficou carbonizada e as autoridades, seguindo as tradições islâmicas, decidiram enterrar rapidamente os mortos, incluindo oito estrangeiros - três indianos, um britânico, um etíope, um chinês, um árabe e uma mulher cuja nacionalidade era desconhecida. Entre os mortos estava o chefe das Forças de Defesa Aérea do Sudão, o general Nur al-Hoda Fadlala. De acordo com a companhia aérea, 33 mulheres e 14 crianças, entre elas 4 bebês, também estavam no avião. O chanceler sudanês, Mustafa Osman Ismail, declarou que as sanções impostas em 1997 pelos EUA foram responsáveis pelo acidente, alegando que elas provocaram a escassez de peças de reposição vitais. Ele exortou o presidente americano, George W. Bush, que iniciou hoje um giro pela África, a levantar as sanções, impostas após os EUA acusarem o Sudão de patrocinar o terrorismo.

Agencia Estado,

08 Julho 2003 | 17h12

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