Morre nas Filipinas a sétima vítima de bombas

Sete pessoas morreram e 35 ficaram feridas pela explosão de várias bombas na noite de quarta-feira em várias cidades da ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, segundo o último boletim divulgado nesta quinta-feira pela polícia.A última vítima é um empregado do serviço de limpeza da cidade de Cotabato, que foi atingido pela explosão de uma bomba oculta entre vários sacos de lixo.A bomba feriu outras cinco pessoas. Horas antes, outra havia explodido na cidade de General Santos, 150 quilômetros ao sul de Cotabato, matando seis pessoas e ferindo 24.Um bomba também explodiu na cidade de Kidapawan, próxima a Cotabato, ferindo pelo menos seis pessoas.A polícia está em estado de alerta em toda a ilha desde a noite de quarta-feira e investiga a autoria das explosões.O diretor da polícia, Oscar Calderon, disse à imprensa que as bombas têm como objetivo prejudicar a imagem do governo antes da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), sábado, na cidade de Cebu.Algumas fontes policiais admitem a participação do grupo radical islâmico Abu Sayyaf e de elementos da Jemaah Islamiya que, segundo a inteligência militar, operam de forma conjunta em Mindanao.O diretor da polícia de Mindanao Central, German Doria, declarou que as bombas podem ser obra de uma facção dissidente da Frente Moura de Libertação Islâmica, atualmente em negociações de paz com o governo filipino.O secretário-geral da Asean, Marciano Paynor desvinculou nesta quinta-feira os atentados da cúpula de líderes."As bombas são incidentes completamente isolados, que não têm relação alguma com a reunião", opinou o filipino Paynor em Cebu. "Nossas instalações são seguras e estão protegidas", acrescentou.Depois da Cúpula da Asean, dia 13 de janeiro, a cidade vai receber a Cúpula da Ásia Oriental, dia 15.

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