Morre no Uruguai o escritor Mario Benedetti

O premiado autor Mario Benedetti, um escritor cujos romances e poemas refletem a idiossincrasia da classe média e um compromisso social forjado em anos de exílio, morreu ontem. Benedetti tinha 88 anos e estava em sua casa, em Montevidéu, confirmou seu secretário pessoal Ariel Silva. O autor sofria de problemas respiratórios e intestinais há mais de um ano. Em 6 de maio, foi liberado do hospital. Em sua extensa produção de mais de 60 obras literárias, Benedetti trabalhou em vários gêneros e inclusive compôs canções.

AE-AP, Agencia Estado

18 de maio de 2009 | 11h33

Em 1999, o autor obteve o prêmio "Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana", entre várias outras distinções. Entre seus romances estão "A trégua" (1960). Benedetti surgiu em meio ao chamado "boom" do romance latino-americano, acompanhado do colombiano Gabriel García Márquez, do argentino Julio Cortázar, do peruano Mario Vargas Llosa e do mexicano Carlos Fuentes, entre outros. "Não creio que tenhamos que falar de perda, porque seguirá sempre conosco", disse a ministra da Educação e da Cultura uruguaia, María Simon, logo após saber da notícia.

De esquerda, Benedetti era um defensor da revolução cubana e manteve inalterada sua adesão ao líder cubano Fidel Castro. Benedetti era viúvo e não deixa filhos. Nascido em 14 de setembro de 1920, na cidade de Paso de los Toros, departamento (Estado) de Tacuarembó, Benedetti exilou-se durante a ditadura uruguaia, em 1973, quando viveu em Buenos Aires, Lima, Havana e Madri.

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