Council on American-Islamic Relations / AFP
Council on American-Islamic Relations / AFP

Morre nos EUA filho de mulher iemenita que lutou para visitá-lo

Abdullah Hassan, de 2 anos, estava internado em hospital da Califórnia com doença cerebral genética; sua mãe teve dificuldades para conseguir permissão para viajar ao país em razão do veto a cidadãos de países de maioria islâmica imposto por Donald Trump

Redação, O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2018 | 21h21

LOS ANGELES - Abdullah Hassan, criança de dois anos cuja mãe iemenita lutou para obter o visto aos Estados Unidos para poder visitá-la no hospital californiano onde estava internada, morreu na noite de sexta-feira, informou o jornal The New York Times neste sábado, 29.

"Estamos com o coração partido. Temos que dizer adeus ao nosso bebê, a luz das nossas vidas", disse o pai de Abdullah, em declaração ao jornal.

Sua mãe, a iemenita Shaima Swileh, chegou aos Estados Unidos no dia 19 depois que Washington aceitou lhe dar uma permissão para viajar ao país e despedir-se de seu filho antes que morresse.

A mulher aterrissou no aeroporto de São Francisco, na Califórnia, procedente do Egito, onde residia.

Hassan, que morreu no hospital infantil UCSF Benioff de Oakland, também na Califórnia, tinha nascido no Iêmen com uma doença cerebral genética.

Meses atrás, o pai do menino, de nacionalidade americana, decidiu levar a criança aos Estados Unidos. No entanto, a mãe teve seu visto negado devido ao veto migratório promovido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, aos cidadãos de Iêmen, Irã, Líbia, Somália e Síria - países de maioria muçulmana.

Com a piora da situação da criança, que na última fase da doença precisou da ajuda de aparelhos para respirar, o caso de Shaima repercutiu na imprensa americana e a família recebeu o apoio do Conselho das Relações Islâmico-Americanas (CAIR, em inglês).

Depois que o CAIR apresentou uma reivindicação de urgência a favor de Shaima o Departamento de Estado lhe concedeu a permissão para finalmente poder viajar e encontrar-se pela última vez com seu filho. / EFE

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