Morre o alpinista suíço Ueli Steck enquanto treinava no Himalaia

O corpo do alpinista, considerado um dos escaladores mais importantes do mundo, foi recuperado a 6 mil metros de altitude por uma grupo de montanhistas experientes

O Estado de S.Paulo

30 Abril 2017 | 10h51

GENEBRA - O alpinista suíço Ueli Steck morreu neste domingo, 30, em um acidente de montanha no Himalaia, onde o atleta estava em processo de aclimatação para subir o Monte Everest no próximo mês.

A informação da morte do esportista foi confirmada pela agência estatal suíça 'ATS' que citou Mingma Sherpa, co-organizador junto a Steck da expedição 'Seven Summits Treks'.

Por volta das 10 horas da manhã, no horário do Nepal, enquanto escalava o Monte Nuptse, Steck caiu por um precipício de mais de mil metros. O corpo do alpinista, considerado um dos escaladores mais importantes do mundo, foi recuperado a 6 mil metros de altitude por uma grupo de montanhistas experientes, informaram fontes de sua expedição. 

"Um grupo de seis socorristas de altitude recuperaram seus restos mortais a cerca de 6 mil metros de altitude", disse à Agência Efe Mingma Sherpa, diretor da agência 'Seven Summits Treks', que se encarregava da organização de sua expedição.

O alpinista, de 40 anos, estava no Himalaia se aclimatando para escalar o Monte Everest em maio, onde pretendia subir pela via pouca frequentada da aresta oeste.

O porta-voz do montanhista, Andreas Bantel, indicou que as circunstâncias do acidente são desconhecidas e pediu que as pessoas não especulem sobre as causas de sua morte.

Steck ficou famoso por suas ascensões em solitário, sem o uso de equipamentos de segurança, e por seus recordes de velocidade, que lhe renderem dois prêmios Piolet D'Or, um dos principais do montanhismo mundial, em 2009 e em 2014.

Em 2015, ele conseguiu subir 82 montes alpinos de mais de 4 mil metros de altitude em apenas 62 dias.

Apelidado de a 'Máquina Suíça', Steck conseguiu se salvar em 2014 de uma avalanche no Tibete onde morreram dois de seus companheiros de escalada.

Seu nome também monopolizou as manchetes em 2016, quando Steck e seu companheiro de escalada David Goettler encontraram em um glaciar do Himalaia os corpos do escalador americano Alex Lowe e de seu cinegrafista, que estavam desaparecidos há 16 anos após sucumbirem a uma avalanche. / EFE

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