Morre o ex-líder israelense

O ex-primeiro-ministro israelense Yitzhak Shamir morreu ontem em Tel-Aviv aos 96 anos. Shamir foi o sétimo presidente de Israel e serviu dois mandatos - 1983-1984 e 1986-1992.

TEL-AVIV, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2012 | 03h04

O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu elogiou o ex-líder: "Ele foi um modelo de lealdade à Terra de Israel e dos eternos valores do povo judeu". "Yitzhak Shamir pertenceu à geração de gigantes que fundaram o Estado de Israel e lutou pela liberdade do povo judeu em sua terra", disse Netanyahu. "Ele liderou o Estado judeu com profunda lealdade a seu povo e a sua terra."

Gilada Diamant, filha de Shamir, declarou que seu pai "pertenceu a uma geração diferente de líderes, pessoas com valores e crenças". " Sem dúvida sua política deixou marcas no Estado de Israel." Shamir receberá um funeral com honras de Estado. O enterro ocorrerá amanhã no Monte Herzl.

O ex-premiê nasceu em Ruzhany, na Rússia, e uniu-se ao movimento Beitar da juventude Sionista Revisionista durante a adolescência. Aos 20 anos, ele deixou a faculdade de Direito em Varsóvia e mudou-se para os territórios palestinos, então controlados pela Grã-Bretanha.

Envolveu-se com grupos paramilitares judaicos como o Irgun e Lehi e acabou sendo preso pelas autoridades britânicas por causa de suas atividades. Em 1943, fugiu do campo de detenção onde estava sendo mantido.

Em 1946, Shamir foi novamente detido pelos britânicos e enviado para a Eritreia. Escapou em 1947 e obteve asilo na França. Retornou a Israel em 1949. Em 1955 entrou para o Mossad e trabalhou no serviço secreto até 1965.

Em 1973, Shamir foi eleito para a Knesset (Parlamento), pelo Partido Likud. Ele se tornou chanceler no governo de Menachem Begin, em 1980. Em outubro de 1983, sucedeu a Begin como premiê.

Também foi primeiro-ministro em um governo de união formado pelo Partido Trabalhista, que caiu em 1990 por causa de um voto de não confiança na Knesset. Deixou a política em 1996.

Em 2004, a saúde de Shamir começou a se deteriorar por causa do Alzheimer e ele foi internado em uma clínica em Tel-Aviv onde passou o restante de seus dias.

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