Morre o italiano Schioppa, um dos arquitetos do euro

O economista italiano Tommaso Padoa Schioppa, um dos arquitetos intelectuais do euro e membro do primeiro conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE), morreu aos 70 anos de um ataque cardíaco ontem, durante jantar com amigos em Roma.

Agência Estado

19 de dezembro de 2010 | 20h06

A inesperada morte de Schioppa, ministro da Economia no governo de Romano Prodi, emocionou a elite política e empresarial italiana, que lembra dele como um divulgador apaixonado do projeto do bloco europeu e de sua moeda única.

"Ele sabia como traduzir o ideal europeu em projetos concretos e contribuiu de forma duradoura para o nascimento do euro e da zona do euro", declarou o presidente italiano, Giorgio Napolitano.

Durante seus sete anos no BCE, Schioppa foi um dos membros encarregados de guiar o euro na sua primeira fase, depois de ser adotado por 11 nações em 1º de janeiro de 1999.

Nos primeiros anos do euro, o economista "contribuiu para que o BCE ganhasse reputação como importante ator na cooperação internacional e europeia", afirmou o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet. "A zona do euro perdeu um homem de reflexão, ação e visão, totalmente dedicado à unidade europeia."

Recentemente, o governo da Grécia recorreu a Schioppa para ajudar a solucionar a crise de pagamentos daquele país, e a Fiat Industrial o nomeou membro de seu conselho diretivo.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, expressou pesar pela morte do ex-ministro italiano e lembrou seu papel na história da integração europeia e na criação do euro.

"Estou profundamente consternado por essa perda repentina", disse Van Rompuy, em comunicado. De 1998 a 2006, Schioppa fez parte da comissão executiva do Banco Central Europeu (BCE). As informações são da Associated Press.

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