Arizona State University/AP
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Morre o jornalista Walter Cronkite, o 'homem mais confiável da América'

Âncora da televisão americana era um 'ícone', segundo Barack Obama

BBC Brasil, BBC

18 Julho 2009 | 00h39

O jornalista americano Walter Cronkite, conhecido como o "homem mais confiável da América", morreu nesta sexta-feira, aos 92 anos, em Nova York.

Um executivo da rede de televisão CBS afirmou que o jornalista morreu em sua residência, ao lado da família.

Cronkite foi âncora do programa noturno de notícias na CBS entre 1962 e 1981 e ajudou o programa a se tornar o noticiário de maior audiência nos Estados Unidos.

Durante a carreira de jornalista, ele cobriu alguns dos principais eventos do mundo, como o assassinato do presidente americano John F. Kennedy, a viagem à Lua, o escândalo de Watergate, a renúncia do ex-presidente Richard Nixon e a Queda de Saigon.

Em 1972, Cronkite foi indicado, em uma pesquisa de opinião feita nos Estados Unidos, como o "homem mais confiável da América", ultrapassando nomes que incluíam presidentes, congressistas e outros jornalistas.

O público americano depositava tanta confiança na opinião do jornalista que, quando ele criticou a guerra no Vietnã, o presidente Lyndon B. Johnson supostamente teria dito: "Se eu perdi Cronkite, perdi metade da América".

'Ícone'

O presidente americano, Barack Obama, disse que o jornalista foi "uma voz de certeza em um mundo incerto" e impôs o padrão pelo qual todos os outros jornalistas eram julgados.

"Ele nos convidou a acreditar nele, e nunca nos decepcionou", disse Obama.

"O país perdeu um ícone e um amigo querido, certamente sentiremos sua falta", afirmou o presidente.

Em um comunicado, o presidente da CBS News e Sports, Sean McManus, afirmou que Cronkite "guiou a América durante nossas crises, tragédias e também nas nossas vitórias e bons momentos".

"É impossível imaginar a CBS News, o jornalismo ou mesmo a América sem Walter Cronkite", afirmou McManus. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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