Morre um dos feridos em distúrbios religiosos na Alexandria

Um muçulmano de 45 anos morreu neste domingo em conseqüência dos ferimentos sofridos este sábado em distúrbios religiosos em Alexandria, a segunda cidade mais importante do Egito, informou o Ministério do Interior. Esta é a segunda vítima fatal da violência gerada desde que, na sexta-feira passada, houve ataques em três igrejas desta cidade a duzentos quilômetros ao norte de Cairo. Um copta morreu a facadas e seis ficaram feridos nos ataques, que segundo as autoridades egípcias foram obra de apenas um homem - um muçulmano "com faculdades mentais perturbadas" -, apesar de os ataques terem acontecido quase simultaneamente em igrejas muito distantes. O enterro do copta assassinado gerou este sábado distúrbios religiosos, que terminaram com mais de vinte feridos e 55 detidos. Estes distúrbios são os últimos de uma série de incidentes semelhantes na mesma cidade, os mais graves deles registrados em outubro passado, quando três muçulmanos morreram em enfrentamentos com a polícia ao impedi-los de atacar várias igrejas cristãs. Em relação a estes incidentes, os Irmãos Muçulmanos, segundo maior partido do país, condenou as últimas agressões a igrejas e as definiu como "ataques isolados e acidentais". O grupo, que se identifica como islâmico moderado, advertiu contra as tentativas do Governo de explorar esta crise "para dar a impressão de uma crise copta-muçulmana, que permita prolongar a Lei de Emergência, em vigor há 25 anos". Esta lei permite suspender certas garantias constitucionais e autoriza a detenção sem acusações de suspeitos por períodos quase ilimitados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.