Erin Schaff/The New York Times
Erin Schaff/The New York Times

Morre um policial do Capitólio que foi ferido durante a invasão do Congresso dos EUA

O órgão de segurança confirmou a morte do agente Brian D. Sicknick após várias horas de confusão e rumores sobre o fato

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2021 | 02h48

WASHINGTON - Um agente da Polícia do Capitólio que foi ferido durante a invasão ao Congresso dos Estados Unidos morreu nesta quinta-feira, 7, após mais de 24 horas de internação, elevando para 5 o número de mortes relacionadas ao ataque de extremistas pró-Trump, relatam fontes oficiais.

A Polícia do Capitólio confirmou na noite de quinta-feira a morte do agente, identificado como Brian D. Sicknick, após várias horas de confusão e rumores sobre a possível morte de um policial.

"Aproximadamente às 21h30 desta noite (23h30min em Brasília), o oficial de polícia do Capitólio Brian D. Sicknick morreu devido aos ferimentos que sofreu enquanto trabalhava" no ataque ao Congresso, disse um porta-voz dessa força policial em um comunicado.

Sicknick foi ferido "enquanto enfrentava fisicamente os manifestantes" que invadiam o Congresso e sofreu um "colapso" ao retornar ao seu escritório, do qual foi transferido para o hospital, explica a nota.

O agente trabalhava para a Polícia do Capitólio desde 2008, segundo a agência policial, que informou estar investigando o ocorrido.

A confirmação oficial veio duas horas depois que a Polícia do Capitólio negou uma informação da rede CNN de que um de seus agentes havia morrido em conseqüência dos ferimentos sofridos durante o evento na quarta-feira.

Com a morte de Sicknick, já são cinco as pessoas que perderam a vida nesses incidentes, ocorridos após a interrupção da reunião de parlamentares para ratificar a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro.

As outras quatro mortes identificadas pelas autoridades são manifestantes: Ashli ​​Babbitt, uma mulher de 35 anos que mora em San Diego (Califórnia, EUA); Benjamin Phillips, 50, de Ri (Pensilvânia); Kevin Greeson, 55, de Atenas, Alabama; e Rosanne Boyland, 34, de Kennesaw, Geórgia.

O chefe do Departamento de Polícia Metropolitana de Washington D.C., Robert Contee III, não forneceu detalhes sobre as circunstâncias específicas das mortes, embora tenha dito que três delas foram "emergências médicas" e um tiro.

Esse último foi o caso de Babbitt, a mulher de San Diego que morreu após ser baleada por um agente da Polícia do Capitólio dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo órgão, que se ocupa exclusivamente da segurança do próprio edifício e arredores, propriedade do Governo.

“A assistência médica foi fornecida imediatamente e a mulher foi transferida para o hospital, onde mais tarde ela sucumbiu aos ferimentos”, acrescentou a Polícia do Capitólio./EFE

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