Morre uma das primeiras Mães da Praça de Maio

Nelva Falcone, uma das primeiras integrantes do grupo humanitário argentino Mães da Praça de Maio, morreu, aos 76 anos, no domingo, vítima de infecção pulmonar. Seus restos mortais foram incinerados.Com o desaparecimento de sua filha María Claudia, que foi seqüestrada junto com outros sete estudantes em setembro de 1976, Nelva Falcone organizou em sua casa as primeiras reuniões das Mães da Praça de Maio na cidade de La Plata, a 50 quilômetros de Buenos Aires, que levaria à formação do grupo, em 30 de março de 1977.O caso dos jovens entre 14 e 16 anos seqüestrados porforças militares durante a última ditadura (1976-1983), ex-militantes da União Estudantil Secundária (UES) em La Plata, ficou conhecido como La noche de los lápices.Nelva participou da Assembléia Permanente pelos Direitos Humanos em 16 de setembro passado, durante o 30.º aniversário de La noche de los lápices, em ato de recordação dos estudantes, dos quais seis permanecem desaparecidos.Por desejo de Nelva Falcone, suas cinzas serão espalhadas nos próximos dias na Plaza San Martín de La Plata, ou Praça de Maio, de Buenos Aires, locais onde protestou por sua filha e demais desaparecidos durante a ditadura.Assim como seu marido, o ex-prefeito de La Plata Jorge Falcone,Nelva foi seqüestrada e submetida a torturas pelos militares em duas ocasiões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.