Jacob King/EFE
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Morre William Shakespeare, primeiro homem a se vacinar contra a covid-19 no Reino Unido, aos 81 anos

Primeiro homem e segunda pessoa a ser vacinada com uma vacina testada e aprovada contra a covid-19, Shakespeare morreu após sofrer um derrame

Elian Peltier, The New York Times

26 de maio de 2021 | 11h53

William Shakespeare, o homem com o nome famoso que inspirou manchetes em todo o Reino Unido no ano passado, quando se tornou a segunda pessoa no país a receber uma vacina contra o novo coronavírus, morreu após sofrer um derrame, disse sua família em um comunicado. Ele tinha 81 anos.

Desde que Shakespeare foi vacinado, em 8 de dezembro, no University Hospital, em Coventry, 57% da população britânica recebeu pelo menos uma dose de uma vacina contra o coronavírus, uma das maiores taxas de vacinação do mundo. Na terça-feira, 25, pessoas com mais de 30 anos na Grã-Bretanha se tornaram elegíveis para receber a vacina.

Em um comunicado divulgado pelo hospital onde Shakespeare foi vacinado, sua esposa de 53 anos, Joy, disse que ele ficou grato por se tornar uma das primeiras pessoas a ser vacinada contra o coronavírus.

"Era algo de que ele tinha muito orgulho", disse ela. "Ele adorou ver a cobertura da mídia e a diferença positiva que foi capaz de fazer na vida de tantas pessoas."

"Ele sempre falava com as pessoas sobre isso e sempre encorajava todos a tomar a vacina sempre que possível", disse ela.

Shakespeare morreu na quinta-feira no hospital onde foi vacinado e onde foi hospitalizado no ano passado após sofrer um derrame.

Shakespeare recebeu sua primeira dose logo depois que Margaret Keenan, então com 90 anos, se tornou a primeira pessoa a ser vacinada no Reino Unido e a primeira no mundo a receber uma vacina contra o coronavírus clinicamente autorizada e totalmente testada.

Suas vacinações trouxeram um sentimento de otimismo ao país: "Se eu posso tomar aos 90, então você também pode tomar!", disse Margaret na época.

Pelo menos 127.000 pessoas morreram de coronavírus no Reino Unido, de acordo com um banco de dados do The New York Times, o quinto maior número de mortes do mundo.

O outro William Shakespeare, o dramaturgo e poeta que morreu em 1616, também tem uma conexão com a pandemia do coronavírus: a seção da Abadia de Westminster, em Londres, que inclui o Poet's Corner, que tem um monumento dedicado a ele, foi usada como centro de vacinação.

A família do moderno Shakespeare disse que ele seria lembrado por muito mais do que compartilhar um nome com uma das figuras históricas mais famosas da Inglaterra. Foi fotógrafo amador e aficionado por jazz, vereador de freguesia e funcionário de escolas locais durante mais de duas décadas.

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