Morrem 17 civis em operação de tropas dos EUA no Afeganistão

Americanos afirmam que 32 mortos em combate eram insurgentes; Cabul diz que crianças estão entre as vítimas

Agências internacionais,

08 de janeiro de 2009 | 13h49

O presidente o Afeganistão denunciou nesta quinta-feira, 8, que 17 civis morreram durante enfrentamentos entre as forças lideradas pelos Estados Unidos e os insurgentes. Porém, militares americanos insistiram que todos os 32 mortos no confronto são militantes islâmicos. As mortes de civis são fonte de tensão entre o presidente afegão, Hamid Karzai, e as forças estrangeiras, e a denúncia desta quinta agrava mais a questão. As mortes prejudicaram a reputação da missão internacional entre os cidadãos no momento em que os soldados afirmam que tentam conter o crescimento da insurgência, fomentada pelo Taleban. Em declaração, Karzai culpou os "terroristas" por usar civis como escudos humanos nos enfrentamentos com os estrangeiros, mas reiterou seu pedido para que a coalizão deixe de lutar nos povoados. Porém, os militares americanos disseram que todos os mortos na batalha da última terça-feira eram insurgentes. A operação ocorreu na terça-feira no distrito de Alishing, situado na província de Laghman, como tinha informado o comando dos EUA no país. As tropas, que tinham como alvo uma rede taleban acusada de cometer atentados na área, foram atacadas por cerca de 75 insurgentes que saíram de seus refúgios e começaram a disparar a partir dos telhados e becos de um povoado, segundo o comando. Durante o combate, as tropas ajudaram oito mulheres e 16 crianças a escapar da área, segundo a versão do comando americano, mas o palácio presidencial afegão criticou as baixas civis. "(As baixas civis) manterão afastada de seu principal objetivo a luta contra o terrorismo e colocarão em perigo seu êxito", disse o presidente afegão, Hamid Karzai, no comunicado.

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