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Morsi afirma que não vai renunciar e defende sua eleição

Antes de encerrar o prazo do ultimato dado pelo Exército, presidente egípcio pede apoio do povo

O Estado de S. Paulo,

02 de julho de 2013 | 19h04

(Atualizada às 19h30) CAIRO - O presidente do Egito, Mohamed Morsi, defendeu a sua eleição nesta terça-feira, 2, horas antes de acabar o prazo do ultimato estabelecido pelas Forças Armadas do país para acabar com a crise política. "A eleição deixou clara a vontade das pessoas. Vou fazer tudo que está ao meu alcance para ter estabilidade de crescimento (no país)", disse Morsi, em um pronunciamento.

O Exército deu um prazo de 48 horas para que a situação fosse resolvida. Caso o ultimato não seja cumprido, o plano, segundo fontes, é suspender a Constituição e dissolver o Parlamento.

Morsi, o primeiro presidente democraticamente eleito no Egito, afirmou que não vai renunciar e que "pessoas do antigo regime exploram a raiva de alguns" para tentar invalidar "a revolução, que ocorreu pelo fim da injustiça social". O presidente egípcio pediu que os opositores "que respeitam a democracia, fiquem comigo."

Durante o pronunciamento, Morsi afirmou ter cometido erros, mas lembrou que foi eleito pelo povo e que "dois terços da população votaram por uma Constituição, que deve ser preservada". "Precisamos de tempo para superar os desafios deixados pelo antigo regime."

Antes de terminar o pronunciamento, Morsi se disse disposto a lutar contra o que chamou de "ações ditatoriais contra a democracia. "Peço que vocês fiquem ao meu lado, lutem por essa democracia de forma pacífica, sem violência. Somos capazes de salvaguardar a Constituição. Esse é meu dever...Se o preço para salvar a democracia, é meu sangue, então estou preparado para sacrificar meu sangue."

Mortes. Pelo menos sete pessoas morreram em confrontos ocorridos nesta terça-feira no Cairo entre simpatizantes e opositores de Morsi, disseram fontes hospitalares. As mortes ocorreram em três diferentes confrontos.

 
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