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Morsi chama regime de Assad de 'opressor' e sírios deixam cúpula

Em conferência internacional no Irã, presidente egípcio pediu a saída de líder da Síria

AE, Agência Estado

30 Agosto 2012 | 09h52

TEERÃ - O presidente recém-eleito do Egito, Mohamed Morsi, afirmou nesta quinta-feira, 30, que o regime "opressivo" do presidente sírio Bashar Assad perdeu sua legitimidade e que o mundo precisa apoiar os rebeldes. A declaração foi feita em uma conferência internacional em Teerã, capital do Irã - um dos principais aliados da Síria.

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Os representantes sírios deixaram o recinto durante o discurso de Morsi. O Irã é o anfitrião de um encontro das 120 nações que compõem o Movimento dos Países Não-Alinhados, grupo formado durante a Guerra Fria que Teerã tenta transformar em um bloco de oposição à influência do Ocidente.

Mas a fala de Morsi - o primeiro líder egípcio a visitar o Irã desde a Revolução Islâmica, em 1979 - mostra o fosso que separa o apoio do Irã à Assad e da crescente rede de poderes regionais que pressionam pela sua saída. O presidente egípcio exigiu que os iranianos juntem-se ao consenso anti-Assad ou arrisquem ficar ainda mais isolados do Egito e outros governos importantes, como a Turquia e Arábia Saudita.

As informações são da Associated Press.

 

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