Petr David Josek/AP
Petr David Josek/AP

Morsi dá poder de polícia ao Exército egípcio

Desde a semana passada, tanques estão posicionados na frente do palácio presidencial, onde oposição protesta

AE, Agência Estado

10 de dezembro de 2012 | 10h48

CAIRO - O presidente Mohamed Morsi concedeu poderes de polícia ao Exército egípcio nesta segunda-feira, 10. A medida foi anunciada às vésperas do controverso referendo constitucional, que deu origem a enormes e violentos protestos de rua no país e resultaram na morte de sete pessoas, além de deixar centenas de feridas.

O decreto, publicado no diário oficial, ordena que os militares cooperem com a polícia "para preservar a segurança e proteger as instituições estatais vitais, durante um período de tempo limitado, até o anúncio dos resultados do referendo", de acordo com uma cópia do documento obtida pela agência France Press.

O Exército, que governou o Egito entre a queda do ex-presidente Hosni Mubarak em fevereiro de 2011 e a eleição de Morsi em junho deste ano, tem buscado permanecer neutro em relação à crise política, embora tenha advertido que "não vai permitir" que a situação se deteriore e pediu que os dois lados dialoguem.

Desde quinta-feira, tanques do Exército estão ao redor do palácio presidencial, mas os militares não entraram em confronto com os milhares de manifestantes que se reúnem no local toda noite.

A oposição, formada por seculares, liberais, esquerdistas e grupos cristãos, afirmou que vai intensificar os protestos para prejudicar o referendo. Para os opositores, a nova Constituição, redigida principalmente por aliados islamitas de Morsi, enfraquece os direitos humanos, os direitos das mulheres, as minorias religiosas e prejudica a independência do Judiciário.

Na noite de domingo, o principal grupo de oposição, a Frente de Salvação Nacional, convocou a realização de enormes protestos no Cairo contra o referendo, marcado para 15 de dezembro.

As informações são da Dow Jones

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.