Morsi diz a tribunal que ainda é o presidente do Egito

Mohammed Morsi, o primeiro presidente livremente eleito do Egito e que foi deposto pelos militares em julho, afirmou perante um tribunal nesta segunda-feira que continua a ser o "presidente legítimo" de seu país, afirmaram fontes da área de segurança. Morsi é acusado de incitamento à violência e assassinato.

Agência Estado

04 de novembro de 2013 | 08h53

Segundo os funcionários de segurança, ele também rejeitou as ações movidas contra ele. As palavras de Morsi foram proferidas pouco após o início de seu julgamento, que acontece no Cairo.

As fontes, que estão no interior da sala do tribunal, falaram em condição de anonimato, porque não estão autorizadas a tratar do caso. Elas disseram que as declarações de Morsi foram uma resposta à fala do juiz, pedindo que ele se identificasse como "réu".

Morsi respondeu que "eu sou o doutor Mohammed Morsi, o presidente da república. Eu sou o legítimo presidente do Egito", além de afirmar que "eu me recuso a ser julgado por este tribunal".

As acusações contra Morsi podem levá-lo à pena de morte, caso seja condenado. Fonte: Associated Press.

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