Morte de 16 civis é imperdoável, diz presidente do Afeganistão

Hamid Karzai exige explicações do governo dos Estados Unidos por tiroteio ocorrido neste domingo, segundo autoridades afegãs; episódio pode aumentar tensão entre países

AP e agências

11 de março de 2012 | 15h22

Um soldado norte-americano matou ao menos 16 civis afegãos neste domingo, 11, na província de Kandahar, de acordo com o presidente do país Hamid Karzai. O líder afegão chamou a ação de "assassinato" e exigiu explicações do governo dos Estados Unidos. Nove crianças e três mulheres estão entre os mortos.

 

O episódio pode aprofundar o conflito entre as forças americanas e as afegãs no país, depois de semanas de violência provocadas pela queima de livros sagrados muçulmanos em uma base dos EUA. O presidente do Afeganistão afirmou que o incidente é "imperdoável".

 

De acordo com informações da agência Reuters, testemunhas relataram que um grupo de soldados norte-americanos chegara ao vilarejo, localizado no distrito de Panjwayi da província de Kandahar, por volta das 2h, entrando nas casas e abrindo fogo.

 

Autoridades da Otan se desculparam pelo tiroteio deste domingo. "Eu quero expressar meu profundo pesar e desalento com as ações aparentemente praticadas por um membro da coalizão na província de Kandahar, informou em um comunicado o tenente-general, Adrian Bradshaw, vice-comandante das forças da Otan no Afeganistão, segundo o qual o ato não estava "de maneira alguma" autorizado pela Força Internacional de Assistência à Segurança.

 

O porta-voz da Otan, Justin Brockhoff, afirmou que um membro das forças americanas foi detido em uma base da coalizão como o suposto atirador. Os feridos foram levados para as instalações médicas da organização, acrescentou ele.

 

A embaixada dos EUA em Cabul disse que um soldado dos EUA foi preso pelo ocorrido, e afirmou que poderiam haver retaliações contra os Estados Unidos. / Com informações da Agência Reuters

 

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