Morte de agentes reacende oposição à guerra na Espanha

A emboscada que deixou sete agentes do serviço secreto espanhol mortos no Iraque renovou o furor contra a guerra na Espanha, com cidadãos, políticos de oposição e editoriais nos principais jornais exigindo que o governo reveja seu envolvimento na ocupação do país árabe. Fotografias dos corpos caídos na estrada e de jovens iraquianos celebrando, com os pés sobre os cadáveres, foram o destaque das capas de todos os jornais de Madri neste domingo. As imagens de TV foram repetidas diversas vezes.?Sete espiões espanhóis morrem em emboscada e jovens iraquianos pisam em seus corpos?, gritava a manchete do jornal El Mundo. Numa pesquisa feita pelo website do jornal após o atentado, 68% disseram que os 1.300 soldados espanhóis que estão no Iraque devem voltar, e 32%, que devem ficar. ?Eles gritavam ?Vida Longa a Saddam? sobre os corpos?, diz um texto destacado no El Pais. O governo do primeiro-ministro Jose Maria Aznar disse que não será dissuadido de sua missão no Iraque, mas líderes da oposição e editoriais questionaram o preço pago pelo país. A Esquerda Unida, coalizão política de oposição, exigiu o retorno imediato das tropas.

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