Morte de crianças não detém ofensiva na Faixa de Gaza

O Exército de Israel decidiu manter sua ofensiva no campo de refugiados de Rafa, mesmo depois de 10 palestinos, todos crianças e adolescentes, terem sido mortos por disparos de tanque israelense na região, informou um oficial de segurança. A decisão foi tomada durante uma reunião de altos comandantes militares, segundo o oficial, que exigiu anonimato.Mais cedo, o presidente George W. Bush pedira "contenção" de Israel e dos palestinos, mas evitou condenar o ataque que matou as crianças e adolescentes. Já o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, denunciou os recentes ataques do Exército de Israel contra a Faixa de Gaza como "inaceitáveis e errados", mesmo antes de saber do ataque de hoje.Por sua vez, o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, também criticou as táticas israelenses e pediu um novo compromisso com base no roteiro para a paz. "Cada dia vivido nesse clima de violência representa a perda um ano de buscas pela paz", declarou Zapatero em entrevista coletiva concedida em Madri depois de uma reunião com o primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ahmed Korei.Em Londres, durante um depoimento semanal do primeiro-ministro perante o Parlamento britânico, o legislador trabalhista Richard Burden perguntou a Blair se ele condenaria a demolição de casas de palestinos e se buscaria garantir o cumprimento das Convenções de Genebra por parte de Israel. "Nós compreendemos plenamente a preocupação de Israel com a possibilidade de atos de terrorismo. Mas o que aconteceu ontem foi inaceitável e errado", respondeu o primeiro-ministro britânico.

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