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Morte de deputado chavista foi ‘ataque astuto’, afirma Maduro

Morte de deputado chavista foi ‘ataque astuto’, afirma Maduro

Parlamentar Robert Serra foi morto a facadas na noite da quarta-feira, dentro de sua casa em Caracas

O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2014 | 19h47


CARACAS - A Venezuela decretou nesta sexta-feira, 3, luto oficial em razão da morte do deputado chavista Robert Serra, assassinado a facadas em sua casa em Caracas, na noite de quarta-feira, juntamente com sua companheira, María Herrera. Visivelmente consternado, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, qualificou o crime como um “ataque astuto, premeditado e calculado” para desestabilizar o país, durante uma homenagem ao parlamentar, na noite de quinta-feira.

“Momentos muito duros tivemos de passar no transcurso desses (últimos) meses. Bem dizia nosso pai e comandante, Hugo Chávez, naquele 8 de dezembro (de 2012, a última vez que o então presidente discursou ao país antes de morrer, em março de 2013), quando veio a nos deixar sua orientação eterna: enfrentamos provas duras. Essa foi a prova mais dura que (jamais) nos tocou.”

Segundo Maduro, “as investigações avançaram mais do que pode ser contado neste momento”. “As evidências criminais estão alinhadas para identificar os autores materiais. (...) Estamos próximos de dar um forte golpe a esse bando de assassinos”, disse.

Ainda que não tenha adiantado explicitamente a motivação da morte do parlamentar, o presidente sugeriu que política pode ter relação. “Mais além do assassinato físico por ódio, por vingança, para tirar do caminho e mandar uma mensagem de ódio e da morte da juventude que se levanta, temos que nos perguntar o que mais há por trás.”

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, condenou os assassinatos. “Esse crime horrível, cometido contra um casal jovem, querido por seu povo e respeitado na defesa firme de seus ideais, não deve ficar impune”, disse.

Já o ex-presidente da Colômbia e secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, tuitou que percebe “um preocupante sinal de infiltração do paramilitarismo colombiano” nesses assassinatos, sem aprofundar-se no assunto. / EFE e AFP

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