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07 de janeiro de 2014 | 22h38

CARACAS - O assassinato da atriz, modelo e ex-miss Venezuela Mónica Spears Mootz, de 29 anos, e de seu marido, o irlandês Thomas Henry Berry, de 49 anos, chocou a Venezuela. Ambos foram mortos durante uma tentativa de assalto, diante da filha de Mónica, de 5 anos, ferida no ataque.

 

O crime ocorreu na noite de segunda-feira em uma estrada do Estado de Carabobo, quando os três esperavam auxílio no interior do carro, que parou por um problema mecânico. O Ministério Público, que designou dois promotores para investigar o caso, disse em seu site que os corpos de ambos foram achados no interior do veículo, no sentido Puerto Cabello-Valencia. Mónica e o marido passavam férias na Venezuela. A família vivia nos EUA.

 

Segundo a rede de TV Globovisión, o casal resistiu ao assalto, trancando-se no veículo. Os criminosos dispararam dezenas de tiros contra o carro. A menina foi transferida para um hospital, onde permanecia em situação estável.

 

A morte da ex-miss, que atuou em diversas novelas, provocou uma onda de indignação. O líder da oposição, Henrique Capriles, pediu ao presidente Nicolás Maduro um pacto contra a violência urbana, um dos principais problemas do país. O presidente classificou o crime como "massacre".

 

A insegurança é há anos uma das maiores preocupações dos venezuelanos. Embora o governo de Maduro assegure que reduziu a taxa de homicídios em um terço desde o ano passado, organizações de direitos humanos garantem que os crimes continuam crescendo.

 

A Venezuela é um dos países mais violentos do mundo com, 39 assassinatos a cada 100 mil habitantes, segundo números oficiais. ONGs, no entanto, alegam que o número de mortes violentas é duas vezes maior do que o divulgado. / EFE e REUTERS

 

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