Morte de jornalista dos EUA foi armação, diz promotora

O assassinato do jornalista americano Bradley Roland Will em outubro foi "uma armação" para "internacionalizar" o conflito político social de Oaxaca, afirmou hoje a promotoria do Estado mexicano. A promotora de Oaxaca, Lizbeth Caña Cadeza, disse em entrevista coletiva que a morte de Will foi "uma conspiração para atingir um cidadão estrangeiro a fim de internacionalizar o conflito de Oaxaca". Will, que trabalhava como cinegrafista para a agência alternativa Indymedia, foi assassinado com mais três pessoas durante um confronto entre desconhecidos e membros da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), que exige a renúncia do governador, Ulises Ruiz. A primeira informação era de que Will havia morrido com um tiro no abdômen. Mas a autópsia revelou outro disparo, à queima-roupa. Durante a entrevista coletiva, um especialista da Promotoria tentou reforçar a teoria. Ele comparou o som de um tiro com pistola 9 milímetros com o que se escuta no vídeo que Will captou com sua câmera antes de morrer. A versão desperta suspeitas sobre o autor do disparo. A promotora disse que atualmente estão detidos, por ordem de um juiz penal, Abel Santiago Zavala e Orlando Manuel Aguillar Coello, ambos funcionários municipais de Santa Lúcia, cidade governada pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI), o mesmo de Ulises Ruiz. O porta-voz da APPO, Zenen Bravo, pediu uma comissão para investigar a morte de Roland Will. "Não queremos que nos chamem de assassinos", reagiu.

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