Vincent Kessler / Reuters
Vincent Kessler / Reuters

Morte de jornalista leva à queda de premiê em Malta

Joseph Muscat diz que renunciará ao cargo em janeiro após semanas de protestos contra sua gestão

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2019 | 06h18

VALETA - O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, afirmou no domingo, 1.º, que renunciará ao cargo em janeiro depois de semanas de protestos contra sua gestão e a forma como a investigação sobre o assassinato de uma jornalista em 2017 foi conduzida. A pressão sobre ele aumentou quando suspeitas atingiram pessoas ligadas a seu governo. 

Daphne Caruana Galizia, que investigava a relação da classe política maltesa, entre eles primeiro-ministro e sua mulher, com a apuração internacional “Panama Papers” e outros casos de corrupção, morreu após a explosão de seu carro a poucos metros de sua casa.

Em pronunciamento, Muscat disse que informou o presidente de Malta que deixará o cargo de líder do Partido Trabalhista no dia 12 de janeiro e “nos dias seguintes, renunciará ao cargo de primeiro-ministro”.

Protesto

Horas antes do anúncio, milhares de malteses protestaram diante de um tribunal na capital, Valeta, exigindo que ele deixasse o cargo. Muscat afirmou que, além de três suspeitos presos logo após o atentado, agora há “uma pessoa acusada de ser o mandante por trás desse assassinato”.

O premiê se referia ao importante empresário maltês Yorgen Fenech, que na noite de sábado foi acusado de cumplicidade no assassinato e de organizar e financiar o atentado. A defesa de Fenech nega participação no crime. 

O ex-chefe de gabinete de Muscat, Keith Schembri, também estaria ligado ao assassinato. Schembri estava entre os membros do governo alvo das investigações de Daphne. Ele renunciou ao cargo na semana passada, foi preso, mas depois libertado. Ele se diz inocente. / AP

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