Morte de Kim é recebida com otimismo cauteloso

Governos pelo mundo viram a morte do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, com um otimismo cauteloso. É um momento de possível instabilidade para a região, com o poder passando para o filho do ditador, mas também uma oportunidade para um reinício diplomático.

AE, Agência Estado

19 de dezembro de 2011 | 09h07

O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, enviou suas condolências nesta segunda-feira, mas acrescentou que "isso poderia ser um ponto de inflexão para a Coreia do Norte", no momento em que Kim Jong Un deve tomar o poder como novo líder. "Esperamos que a nova liderança deles reconhecerá que o engajamento com a comunidade internacional oferece a melhor perspectiva de melhoria de vida para o cidadão comum norte-coreano", afirmou Hague em comunicado. O ministro também pediu a retomada das negociações internacionais para que acabe a presença de armas nucleares na Península Coreana. A Coreia do Norte possui armas nucleares.

A morte de Kim foi anunciada nesta segunda-feira, pela televisão estatal. Ele morreu no sábado, aos 69 anos, de um ataque cardíaco.

Durante seus 17 anos no poder, Kim trabalhou para conseguir armas nucleares e fez várias ameaças militares à Coreia do Sul e aos EUA. Seul colocou seus militares em "alerta vermelho" e o presidente Lee Myung-bak reuniu seu conselho militar após a notícia. O primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, realizou uma reunião de emergência do conselho de segurança nacional.

O ministro das Relações Exteriores da Austrália, Kevin Rudd, disse que a morte inaugura um período de transição "excepcionalmente difícil".

Na China, um aliado próximo de Pyongyang, a chancelaria qualificou Kim como um "grande líder". Um porta-voz disse que a China acredita que a Coreia do Norte conseguirá "transformar o luto em força", para "continuar a avançar na causa do socialismo norte-coreano". Também afirmou que Pequim continua a oferecer seu apoio e realizar "contribuições ativas à paz e à estabilidade na Península Coreana e na região".

"A morte de um ditador é sempre um período de incerteza para uma ditadura", afirmou o ministro das Relações Exteriores sueco, Carl Bildt, no site Twitter. "E a Coreia do Norte é a ditadura mais dura de nossa era." As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Coreia do NorteKimmortereação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.