Morte de líder das Farc é vitória para a Colômbia, diz Casa Branca

Mono Jojoy foi abatido pelo Exército; Santos diz que guerrilha 'nunca sofreu golpe tão duro'

Efe

23 de setembro de 2010 | 13h49

NOVA YORK - A Casa Branca disse nesta quinta-feira, 23, que a morte do número dois das Foras Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciada por Bogotá "representa uma importante vitória" para o país sul-americano.

 

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"Apoiamos firmemente o povo colombiano, suas forças de segurança e o presidente Juan Manuel Santos em seus esforços para combater as Farc", disse Mike Hammer, porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca.

 

"O presidente Barack Obama espera poder conversar sobre este acontecimento chave e outros importantes temas bilaterais, regionais e mundiais quando se reunir com o presidente Santos na sexta", concluiu o comunicado do porta-voz.

 

A Colômbia anunciou nesta quinta ter matado Mono Jojoy, chefe militar da guerrilha e número dois na escala hierárquica, abaixo apenas de Alfonso Caño. Ele foi morto em uma operação no departamento de Meta, no centro do país.

 

O presidente Santos disse que a morte de Jojoy foi o pior golpe já sofrido pelas Farc e que o fato significa "a derrubada do maior símbolo do terror na Colômbia".

 

Mono Jojoy, cujo nome real era Víctor Julio Suárez Rojas, estava vinculado às Farc desde 1975. Ele ingressou na guerrilha como combatente e cresceu hierarquicamente, chegando ao Secretariado Geral. Ele nasceu em 1953 na cidade de Cabrera, no departamento de Cundinamarca.

 

Além de chefe militar da guerrilha, Jojoy era líder da "linha dura" da organização. Seu irmão, German Briceño, conhecido como Grannobles, também pertence à guerrilha, mas opera no nordeste do país.

 

O governo oferecia uma recompensa milionária pela captura de Jojoy, que era acusado de terrorismo e narcotráfico. Ele enfrentava diversos mandatos de apreensão e um pedido de extradição.

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