Morte de Payá comove dissidentes cubanos na Espanha

A morte do dissidente cubano Oswaldo Payá num acidente de trânsito emocionou o grupo de dissidentes da ilha que mora na Espanha, dentre os quais está seu irmão, Carlos Payá. "Sentimos uma dor enorme, mas vivemos com a força semeada por Oswaldo para continuar seu trabalho dentro e fora de Cuba", declarou Carlos Payá nesta segunda-feira à Associated Press.

AE, Agência Estado

23 de julho de 2012 | 14h22

O governo espanhol também transmitiu suas condolências à família por meio de um comunicado. Payá foi um homem de fortes convicções católicas e os dissidentes cubanos na Espanha organizaram uma missa em sua homenagem.

Payá, de 60 anos, e Harold Cepero morreram no domingo em um acidente de carro em La Gavina, nas proximidades da cidade de Bayamo, cerca de 800 quilômetros a leste de Havana. Outras pessoas ficaram feridas no acidentes, dentre elas o espanhol Angel Carromero, de 27 anos, conhecido integrante da juventude do Partido Popular na região de Madri.

Carlos Payá disse estar em contato permanente com sua família na ilha, mas que não tem detalhes sobre o acidente. "Está confuso, mas esperamos que as causas sejam esclarecidas", disse ele.

Payá, que era engenheiro, conquistou fama internacional na década de 1990 ao organizar o Projeto Varela, um processo de coleta de assinaturas que teve como objetivo forças as autoridades a realizar um referendo para modificar a Constituição e, dessa forma, abrir caminho para um sistema multipartidário. As informações são da Associated Press.

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