Morte de policiais na fronteira com Israel revolta egípcios

O assassinato de três policiais do Egito por soldados de Israel na fronteira entre os dois países enfureceu a população egípcia, em meio a promessas israelenses de que o incidente será investigado a fundo. Depois das orações de hoje na milenar mesquita de Al-Azhar, a principal do Cairo, centenas de pessoas protestaram e exibiram faixas com inscrições como "não se esqueçam de 6 de outubro de 1973", data na qual o Egito iniciou sua última guerra contra Israel, e "as desculpas dos porcos não aplacam nossa ira". Tropas de choque da polícia e agentes de segurança à paisana acompanharam a manifestação. No Egito, a indignação é generalizada no que diz respeito às duras ações israelenses contra o atual levante palestino. De tempos em tempos, manifestantes egípcios protestam para exigir que o governo rompa o acordo de paz assinado em 1979 com Israel. O Cairo foi a primeira capital árabe da história a selar um tratado do tipo com o governo israelense. Emad Gad, editor da publicação mensal Israeli Digest, que analisa as relações entre árabes e israelenses, comentou que, apesar da revolta entre a população, o incidente na fronteira não deverá desencadear uma crise política bilateral. Gad é visto como um jornalista próximo do governo egípcio.

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