S. Sabawoon/Efe
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Morte de Rabbani não impedirá ajuda dos EUA ao Afeganistão, diz Obama

Ex-presidente afegão foi morto em atentado; americano classificou incidente como 'trágico'

Efe

20 Setembro 2011 | 16h20

NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira, 20, que a morte do ex-presidente do Afeganistão Burhanuddin Rabbani não impedirá que os americanos mantenham seu apoio aos afegãos em sua transição rumo à liberdade.

 

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Obama deu estas declarações no início de uma reunião bilateral com o atual líder afegão, Hamid Karzai, paralela à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), após o atentado que tirou a vida de Rabbani nesta terça-feira. O americano qualificou como "trágica" a morte do ex-presidente, que liderava o Conselho de Paz do Afeganistão, e afirmou que era um homem profundamente dedicado ao país asiático.

 

Rabbani morreu nesta terça-feira junto de outras cinco pessoas em um atentado perpetrado em frente à sua casa em Cabul, no qual também ficou gravemente ferido o número dois do Conselho, Stanikzai Massoum. O assassinato do ex-presidente fez com que Karzai decidisse encurtar sua visita aos Estados Unidos.

 

O ex-presidente foi líder do partido Mujahedin durante a invasão soviética ao Afeganistão e presidiu o país de 1993 a 1996, ano no qual seu governo foi derrubado pelo Taleban, liderado pelo mulá Omar.

 

Em outubro, ele foi eleito por Karzai para presidir o Conselho de Paz, de onde liderava os esforços de reconciliação entre as diversas facções em conflito. Durante todo este tempo, havia mantido contato direto com os taleban para incluí-los no processo de pacificação.

 
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