Morte de refém une a Itália em torno da missão no Iraque

As lideranças políticas da Itália, mesmo as que se opunham à presença italiana no Iraque, cerraram fileiras em torno da missão italiana no país árabe após o assassinato de um segurança italiano mantido como refém por rebeldes iraquianos. ?Todos devemos expressar uma condenação firme e nos sentimos cívica e moralmente comprometidos com nossa parte contra o terrorismo?, disse o líder da oposição, Piero Fassino, acrescentando que a retirada de tropas deixaria o Iraque ?ainda mais sem controle?. Outro líder da centro-esquerda, o ex-premier Massimo D?Alema, disse que ?não pediremos ao governo que ceda à chantagem?. Não obstante, lideranças da oposição pediram por um papel maior da ONU no Iraque.A morte de Fabrizio Quattrocchi, um agente de segurança de 35 anos, foi anunciada ontem pela TV árabe Al-Jazira e confirmada por autoridades italianas. O chanceler italiano, Franco Frattini, descreveu o conteúdo do vídeo que mostra a morte de Fabrizio. ?Esse garoto, enquanto os assassinos apontavam a arma para ele, tentou tirar o capuz e gritou: ?Agora vou mostrar como morre um italiano??, disse o ministro. ?Morreu como um herói?, acrescentou.

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