Morte de siamesas entristece o Irã

Um desconsolo geral tomou conta dos iranianos quando a televisão estatal anunciou a morte das gêmeas siamesas Ladan e Laleh Bijani, que se submeteram a uma arriscada cirurgia de separação. Em fábricas, escritórios e restaurantes, os iranianos fizeram uma pausa em suas atividades para absorver a notícia. A televisão interrompeu sua programação habitual para anunciar a primeira morte. "Lamentavelmente, os médicos anunciaram há poucos minutos que Ladan Bijani morreu", disse o apresentador. A irmã, Laleh, morreu 90 minutos depois. Ambas as mortes foram provocadas por fortes hemorragias, informou a diretoria do hospital em Cingapura onde as siamesas, unidas pelo crânio, foram operadas. Para uma pessoa em especial, a morte das gêmeas teve um impacto muito mais profundo. Zari Bijani, irmã mais velha da siamesas, desmaiou quando ouviu a notícia. "Minha adorada Ladan já não está entre nós", disse Zari à Associated Press entre soluços. Segundo depois, desfaleceu. Não foi possível conhecer sua reação à segunda morte. Muitos iranianos reagiram com tristeza. "É uma tragédia nacional", exclamou Ahmad Mahmoudi, um fotógrafo que ouviu a notícia em seu automóvel enquanto dirigia pelo centro de Teerã. Os pais das siamesas, Dadollah Bijani e Maryam Safari, agradeceram os iranianos por terem orado por suas filhas, informou a rádio estatal de Teerã.

Agencia Estado,

08 Julho 2003 | 13h54

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