Morte de vereadores na Colômbia é crime de guerra das Farc, diz ONU

O Escritório na Colômbia do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou o que chamou de "o novo crime de guerra" cometido pelas Farc. O órgão da ONU se referia ao assassinato, na segunda-feira, de nove vereadores de Rivera, no departamento de Huila, no sul do país. Aparentemente, o crime foi cometido por um comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Os membros do conselho municipal de Rivera, assinalou a ONU, "estavam sob proteção especial do Ministério do Interior e da Justiça por causa de ameaças das Farc contra eles". A ONU considerou o massacre uma "grave infração do direito internacional humanitário" e disse que "expõe outra vez o absoluto desprezo das Farc por essa norma". O Escritório reiterou que "em seu recente relatório sobre a Colômbia, a Alta comissária, a Louise Arbour, solicitou aos chefes e demais integrantes das Farc que cumpram sua obrigação de respeitar a vida e a integridade pessoal de todos os civis". Após condenar energicamente os assassinatos e as ameaças de morte contra os vereadores do país, "o Escritório pede aos integrantes deste grupo ilegal que respeitem os direitos fundamentais de todas as pessoas que ocupam cargos públicos ou participam do processo eleitoral".

Agencia Estado,

01 Março 2006 | 01h40

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