Morte de Zarqawi não diminui violência; ataques em Bagdá deixam mais de 40 mortos

Uma onda de atentados varreu Bagdá nesta quinta-feira matando mais de 40 pessoas e deixando dezenas de feridos, segundo a polícia local. Os ataques, que sucederam a morte do líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, começaram logo depois do meio dia. O primeiro deles teve como alvo uma patrulha policial no bairro Nova Bagdá, na zona oeste da cidade. O atentado matou dois policiais e quatro civis, deixando 11 feridos, segundo o tenente iraquiano Ali Abbas.Uma hora depois, uma explosão atingiu um mercado no mesmo bairro, logo após o anúncio da morte de Al-Zarqawi pelo premier Nouri al-Maliki. Duas mulheres estavam entre os 13 mortos e outras 36 pessoas ficaram feridas. Segundo a polícia iraquiana, um carro-bomba estacionado no norte da capital explodiu e matou sete pessoas, deixando 17 feridas. O ataque ocorreu no bairro de Kazimiyah e aparentemente tinha como alvo um grupo de trabalhadores, disse o capitão, Mohammed Al-Waili. Em seguida, a explosão de outro carro-bomba, estacionado perto do mercado Al Chuhada, no bairro Al Amin, na região leste de Bagdá, matou cinco pessoas e deixou mais de 12 feridos.Outro mercado ao ar livre, no bairro de al-Shaab, também foi atingido por um carro-bomba. Pelo menos nove pessoas morreram na ação e 42 ficaram feridas. Retaliação Em meio à violência que atingiu a capital iraquiana nesta quinta-feira, um ex-militante islâmico próximo a Osama bin Laden e outros três militantes paquistaneses descreveram a morte de Al-Zarqawi como um "martírio" e avisaram que ela espalharia uma série de ataques no Iraque como retaliação. O ex-oficial da inteligência paquistanesa, Khalid Khawaja, que ajudou terroristas como Bin Laden durante a "guerra santa" contra a União Soviética, disse que a morte de Al-Zarqawi não encerrará a "jihad", contra as forças de coalização lideradas pelos Estados Unidos."O martírio de Al-Zarqawi não irá enfraquecer a jihad", advertiu Khawaja. "Pelo contrário, vocês verão em breve mais ataques retaliatórios por seus sucessores", acrescentou.Um líder da milícia Jaish-e-Mohammed, ligada à Al-Qaeda, disse que muçulmanos de muitos países foram para o Iraque para lutar na "guerra santa" contra os americanos e a morte do terrorista jordaniano não mudará isso. Segundo o militante, que não quis se identificar, muitos outros líderes surgirão em breve.

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