AP
AP

Morte do leão Cecil aumenta pressão sobre os EUA por proteção de espécies africanas

Animal mais famoso do Zimbábue foi morto por caçador americano; Ato das Espécies Ameaçadas pode ser estendido a outros países 

O Estado de S. Paulo

01 de agosto de 2015 | 13h32

WASHINGTON - A morte do leão Cecil por um caçador americano no Zimbábue aumentou a pressão para que os Estados Unidos estendam a proteção legal aos leões africanos declarando a espécie na lista das ameaçadas de extinção, mas alguns defensores dos caçadores dizem que tal medida pode levar a marcos regulatórios que prejudicarão os animais.

Os EUA têm a lei mais dura do mundo para proteção animal, o Ato das Espécies Ameaçadas, que foi estendido para espécies não americanas, como o elefante e o guepardo africanos. Adicionar o leão africano à lista não proibiria a caça esportiva, mas exigiria uma permissão do Serviço de Pesca e Vida Selvagem do país para que leões e partes de seus corpos fossem importados.

Tal permissão só seria emitida se a agência determinar que a importação do leão ou suas partes não é danosa à sobrevivência da espécie, afirmou Tanya Sanerib, advogada do Centro de Diversidade Biológica, que defende a proteção de espécies em todo o mundo. "A caça esportiva foi identificada como uma ameaça à sobrevivência das espécies."

Em 2014, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem propôs listar o leão africano como ameaçado sob o Ato das Espécies Ameaçadas dos EUA.

O líder democrata no Comitê de Recursos Naturais da Câmara dos Deputados, Raúl Grijalva, e outros 49 deputados democratas enviaram uma carta na quinta-feira ao serviço pedindo que conclua o processo para incluir o leão na lista de espécie ameaçada de extinção. /REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
EUAleão CecilÁfricacaçadores

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.