Mortes causadas pelas nundações nas Filipinas chegam a 184

Estimativa é de que entre 15 e 20 tufões passem pelo país até o mês de novembro, que é a época de chuvas

Efe

10 de outubro de 2009 | 06h57

As equipes de resgate retomaram neste sábado, 10, a busca das pessoas sepultadas pela lama dos deslizamentos ocorridos esta semana no norte das Filipinas, depois da passagem do tufão Parma e que causaram pelo menos 184 mortos com ventos de até 200 km/h, segundo fontes oficiais.

 

A maior parte das vítimas mortais se produziu na localidade da Trinidad, na província de Benguet, e em várias aldeias próximas à cidade de Baguio, cerca de 250 quilômetros ao norte de Manila.

 

Nestas duas áreas da ilha de Luzon foram localizados os cadáveres de 140 pessoas, de acordo com o departamento de Defesa Civil. Outras 44 pessoas morreram deslizamentos de terra na quarta e quinta-feira passadas em povoados localizados encostas de montanhas desmatadas.

 

O diretor de Defesa Civil, Glenn Rabonza, indicou que na busca de pessoas e a retirada das toneladas de terra, que bloqueiam o acesso de veículos a algumas dessas aldeias, participam também o Exército filipino apoiado por efetivos do contingente militar americano com base na ilha de Mindanao, no sul do arquipélago.

 

 

Casas ficam submersas durante dois dias na intensa enchente em Lingayen, pronvíncia de Pangasinan

 

Além de avalanches nas áreas montanhosas, as fortes chuvas, agravadas pelo tufão, causaram o transbordamento de rios e açudes, sobretudo na província de Pangasiman, na qual 50 mil pessoas foram retiradas de diversas aldeias situadas na planície.

 

As chuvas que afetaram grande parte do planalto central de Luzon destruíram a pouca infraestrutura do local, bloquearam estradas e inundaram vastas extensões de plantações de arroz, que fornecem o sustento básico para os habitantes pobres da região.

 

Segundo os números oficiais provisórios, o tufão Parma causou danos materiais no valor de 2 bilhões de pesos (US$ 43 milhões).

 

No final do setembro passado, a tempestade tropical Ketsana, verteu em apenas umas horas sobre Manila e outras 25 províncias de Luzon uma quantidade de chuva muito superior à média mensal nesta época do ano e bateu o anterior recorde, de 1967.

 

O tufão Ketsana inundou 80% da capital e causou 337 mortos, cerca de 500 mil deslocados, 2,5 milhões desabrigados e perdas multimilionárias pelas infraestruturas destroçadas e cultivos transformados em lamaçais.

 

Entre 15 e 20 tufões e inúmeros temporais e sistemas de baixa pressão costumam passar a cada ano pelas Filipinas durante a época chuvosa, que transcorre entre junho e novembro.

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