Mortes chegam a 66 na Tunísia e greve é convocada

A Federação Internacional das Ligas dos Direitos Humanos (FIDH, na sigla em francês) disse hoje que 66 pessoas já foram mortas na onda de protestos an Tunísia, o que inclui sete cidadãos tunisianos que se suicidaram. Sindicatos de várias categorias de trabalhadores anunciaram uma greve geral para amanhã.

AE, Agência Estado

13 de janeiro de 2011 | 18h09

Um político de oposição e um líder sindical disseram que pelo menos quatro pessoas foram mortas na Tunísia durante a noite em confrontos entre a polícia e jovens irritados com as altas taxas de desemprego no país. Hoje, um manifestante foi morto pela polícia e um jornalista norte-americano atingido por disparos nas pernas durante protestos na capital, informaram testemunhas.

Os governos da França e da Suíça disseram que turistas franceses e suíços estão entre os mortos. Governos de vários países europeus, como Alemanha, Holanda, Suíça e Portugal, alertaram hoje seus cidadãos a não visitarem a Tunísia. A União Europeia (UE) condenou, em comunicado, o uso da "força excessiva" do governo na repressão aos manifestantes.

Na noite de hoje, em seu terceiro discurso na televisão desde que os tumultos começaram, o autocrático presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, pediu que a polícia pare de atirar nos manifestantes. Ele também afirmou que, após 23 anos no poder, não pretende disputar mais um mandato presidencial em 2014. O mandatário prometeu liberdade total de imprensa e afirmou que manterá baixos os preços dos alimentos básicos. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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