Mortes de judeus são condenadas na Espanha

Mais de três séculos depois que 37 judeus de Mallorca foram mortos durante a Inquisição Espanhola por praticarem sua fé em segredo, o presidente regional das Ilhas Baleares, Francesc Antich, emitiu hoje uma condenação oficial. Foi a primeira vez que as mortes de 1691 foram criticadas por um funcionário do governo em Mallorca. A federação nacional judaica da Espanha disse que é a primeira vez que um evento dessa natureza acontece no país.

AE, Agência Estado

05 de maio de 2011 | 18h41

"Nós nos atrevemos a reunir aqui para reconhecer a grave injustiça cometida contra aqueles cidadãos que foram acusados, perseguidos e condenados à morte por sua fé e suas crenças", discursou Antich para 130 pessoas reunidas na cidade de Palma.

Em 1492, os judeus espanhóis tinham duas opções: converterem-se ao catolicismo ou deixar o país. Muitos saíram e foram para cidades como Istambul, Londres e Cairo. Outros abandonaram sua religião e adotaram o catolicismo. Mas alguns se converteram apenas publicamente, continuando a praticar o judaísmo em segredo. A inquisição espanhola procurou identificá-los e punir as falsas conversões.

Em Mallorca, foram 82 condenados em 1691. Três cerimônias públicas de condenação - conhecidas como "autos de fé" - aconteceram em Palma de março a julho, nas quais 34 judeus foram executados e tiveram seus corpos queimados. Outros três - incluindo um rabino - foram queimados vivos. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
inquisiçãomortejudeusMallorca

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.