AFP / FRANCOIS XAVIER MARIT
AFP / FRANCOIS XAVIER MARIT

Nevasca no leste dos EUA deixa 30 mortos e prejuízos multibilionários

Acidentes de trânsito foram a principal causa, mas há registros de fatalidades por inalação de monóxido de carbono e ataque cardíaco

O Estado de S. Paulo

25 Janeiro 2016 | 09h33

(Atualizada às 20h41) WASHINGTON - Pelo menos 30 pessoas morreram em decorrência da histórica nevasca que desde a sexta-feira paralisou o leste dos Estados Unidos, onde se chegou a registrar até 91 centímetros de neve.  A forte nevasca também provocou prejuízos multibilionários, segundo consultorias de seguros.

A imprensa local informou que milhões de pessoas da Costa Leste tentam voltar nesta segunda-feira, 25, à normalidade, apesar de o transporte público, das estradas e das aeroportos ainda estarem seriamente afetados pela tempestade.

Segundo a companhia seguradora Aon Benfield, os prejuízos da nevasca devem alcançar os provocados por uma tempestade similar que atingiu a região em 1996. Na época, a reconstrução das regiões atingidas custou US$ 4,6 bilhões. Ainda de acordo com a empresa, a tempestade provavelmente será classificada entre as 15 piores no Nordeste e Meio-Atlântico dos EUA desde 1900. 

“Em virtude dos danos a propriedades, empresas e outras estruturas e automóveis, mais os altos custos pela suspensão de negócios, é esperado que termine sendo um custo econômico multibilionário”, informou a empresa em um relatório.

Os escritórios do governo e as escolas vão ficar fechados na capital americana, onde as autoridades alertaram que serão precisos vários dias para retirar a neve nas áreas residenciais.

As autoridades também alertaram a população para que seus movimentos sejam limitados na medida do possível, e advertiram que os motoristas serão multados caso se aventurem a circular pelas estradas e ruas cobertas de neve.

A maior parte das mortes pela tempestade aconteceu em acidentes de trânsito de motoristas que circulavam por estradas com neve e gelo.

Outras pessoas morreram por inalar monóxido de carbono de escapamentos de automóveis que estavam cobertos pela neve ou de ataques cardíacos ao tentar remover a neve. 

Voos. Mais de 1,4 mil voos, a maioria entre destinos dentro dos Estados Unidos, já foram cancelados nesta segunda-feira ainda em razão da impossibilidade de os aeroportos operarem depois da tempestade de neve que atingiu a Costa Leste do país no fim de semana.

De acordo com levantamento do site FlightAware, que monitora voos em tempo real, as empresas mais afetadas foram a ExpressJet, a United e a American Airlines, com 214, 174 e 159 voos cancelados, respectivamente. Já os aeroportos mais afetados, por origem do voo, foram o Newark, em New Jersey, LaGuardia, em Nova York, e o Internacional de Washington, no quais 234, 132 e 127 decolagens, respectivamente, não aconteceram.

No fim de semana, durante o pico da tempestade de neve, cerca de 12 mil voos foram cancelados. Apenas na manhã desta segunda-feira a situação começou a ser normalizada, com aeroportos em Nova York, Baltimore e na Filadélfia retomando parcialmente suas atividades. / EFE e AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.