Mortes em violência no Iraque chegam a 130

Ataques contra peregrinos xiitas, recrutas da polícia e tropas americanas elevam o número de mortos no Iraque nesta quinta-feira a 130. Em dois dias, o total de vidas perdidas em atentados no país chega a 183, refletindo uma dramática intensificação do derramamento de sangue após as eleições parlamentares de 15 de dezembro. O premier do Iraque denuncia o surto de violência como uma tentativa de bloquear o processo político, num momento em que parece haver progresso na formação de um governo de coalizão de base ampla. Mas líderes políticos xiitas acusam a comunidade sunita pelos atentados, e avisam que a paciência dos xiitas, que são maioria no país, está acabando.O total de mortes de hoje - o maior desde que 112 vítimas foram registradas em 14 de setembro, fazendo desta quinta-feira um dos dias mais sangrentos de três anos de guerra - inclui cinco soldados dos EUA mortos por uma bomba de beira de estrada enquanto patrulhavam a região de Bagdá. Pelo menos 2188 soldados dos EUA já forma mortos no Iraque, segundo tabulação da Associated Press. Um atentado suicida nas proximidades do santuário do Imã Hussein, em Kerbala, 75 km ao sul de Bagdá, matou 63 pessoas e deixou 52 feridos, de acordo com o coronel de polícia Razaq al-Taie. Na cidade de Ramadi, dezenas de pessoas - 30, de acordo com militares americanos, ou 56, segundo um hospital - foram mortas quando um homem-bomba atacou uma fila com centenas de candidatos a empregos na polícia. Em Bagdá, outro ataque suicida provocou a morte de três soldados iraquianos, e homens armados mataram três outras pessoas, em incidente separados.

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