Mortes no confronto entre Hamas e Fatah chegam a 55

Milícia do Hamas está usando foguetes antitanque e morteiros em ataques

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 11h59

Desde o ínicio da nova onda de violência em Gaza, os combates entre as duas facções rivais em diferentes pontos da faixa autônoma palestina já deixaram saldo de 55 mortos e mais de 100 feridos, entre insurgentes e civis, desde sábado. Nesta quarta-feira, 13, os milicianos do movimento islâmico Hamas retomaram ofensiva contra quartéis das forças oficiais de segurança e bases do Fatah. Outros seis palestinos foram mortos, todos do movimento nacionalista, confirmaram fontes médicas da Cidade de Gaza. Milicianos do Movimento islâmico Hamas capturaram nesta quarta o quartel-general dos órgãos de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP), leais ao presidente Mahmoud Abbas, líder do Fatah, ao norte de Gaza. Na Batalha de Jebalia, morreram 21 combatentes dos dois lados. Além disso, 60 milicianos ficaram feridos, informou à imprensa o chefe do serviço de emergências do Ministério da Saúde, Moaweya Hasanein. Desde segunda-feira a violência aumentou nos combates entre as duas facções rivais. Esta manhã, cinco pessoas foram feridas em diferentes pontos do território. O braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezzedeen al-Qassam, tomou o controle de todas as bases dos órgãos militares da ANP até na terça-feira, 12, controlados pelo Fatah no norte da faixa de Gaza. Esta madrugada, os islâmicos tentam conquistar também os quartéis das forças de segurança oficiais e bases do Fatah no centro do território. A milícia do Hamas está usando foguetes antitanque e morteiros em seus ataques contra as forças da ANP, cujo presidente, Mahmoud Abbas, também líder do Fatah, se encontra na cidade cisjordaniana de Ramala. No sul, os ataques aconteceram na cidade de Khan Yunes, onde o Hamas ocupou ontem o hospital. Em todas as frentes, os milicianos da ANP e do Fatah, sem um comando central, e subordinados a chefes locais de diversas facções, estão na defensiva. Crise O governo de união nacional liderado pelo primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, do Hamas, ficou quase paralisado após a decisão do Fatah, que retirou seus ministros. A Agência da ONU, que desde 1948 assiste aos refugiados palestinos (UNRWA), fechou três de seus cinco centros dedicados a distribuir alimentos, e sete de suas clínicas médicas. Apesar da grave situação em Gaza, praticamente em guerra civil, a Jihad Islâmica, que se mantém à margem da luta entre Fatah e Hamas, disparou nesta quarta dois foguetes Qassam contra a cidade israelense de Sderot, sem causar danos. Em Israel, o ministro da Defesa, Amir Peretz, e o chefe das Forças Armadas, general Gabi Ashkenazi, analisaram a situação em Gaza. Os dois decidiram não tomar partido no que consideram "assunto interno" dos palestinos. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que não tem intenção de se colocar do lado das "forças moderadas", ou seja, do Fatah. Matéria ampliada às 09h50.

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