Mortes por cólera no Haiti chegam a 259

Apenas seis óbitos são registrados nesta quinta; governo tenta impedir ampliação do surto

Reuters

25 de outubro de 2010 | 15h43

PORTO PRÍNCIPE - O número de mortes causada pelo surto de cólera no Haiti subiu para 259, informaram nesta segunda-feira, 25, autoridades de saúde do país em meio a esforços para impedir que a doença se espalhe pela capital do país, Porto Príncipe, onde está a maioria dos desabrigados pelo terremoto de janeiro.

 

Depois de dias durante os quais foram registradas dezenas de mortes, nas últimas 24 horas apenas seis óbitos foram computados pelo governo, todos na área de Artibonite, no centro do país, segundo o governo. Na região do Planalto, também no centro do Haiti, não foi registrada nenhuma morte nesta segunda.

 

O total de casos acumulados chegou a 3.342. Até o domingo, haviam sido registradas 3.015 infecções. A cólera é transmitida pela água e por alimentos contaminados com a bactéria causadora da doença.

 

Embora a taxa de contaminação tenha decaído, o governo e as equipes médicas internacionais que ajudam o país desde o terremoto de janeiro permanecem em alerta por conta do surto da doença em outras partes do país, em particular na capital.

 

"O número de mortes registradas diminuiu significantemente. O número de pessoas hospitalizadas também. Acreditamos que a situação esteja se estabilizando, o que não significa necessariamente que atingimos um pico", disse Gabriel Thimote, diretor geral do Departamento de Saúde do Haiti.

 

Nenhum novo caso da doença foi reportado em Porto Príncipe, local que os especialistas mais temem caso seja afetado pelas contaminações, já que é onde vivem 1,3 milhão de desabrigados por conta do terremoto. Essas pessoas vivem em acampamentos com condições precárias de higiene, o que potencializaria a disseminação da doença. Além disso, dezenas de milhares de pessoas vivem em favelas na cidade.

 

A Organização das Nações Unidas (ONU), ONGs e governos como o de Cuba enviaram médicos, suprimentos, remédios e água para as principais áreas afetadas. As autoridades de saúde lançaram uma campanha nacional de prevenção e higiene para combater a doença.

 

Centros especiais de tratamento de cólera foram montados nas principais áreas onde houve o surto e na capital. Segundo o governo, há medicamentos e equipamentos para tratar 100 mil pessoas contaminadas.

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