Mortes por cólera no Haiti passam de mil

Agravamento da doença detona protestos da população contra o governo e tropas da ONU

16 de novembro de 2010 | 14h52

Médico da MSF atende vítima da cólera no Haiti. Foto: Emilio Morenatti/AP

PORTO PRÍNCIPE - A epidemia de cólera no Haiti já matou 1.034 pessoas, indicou balanço do ministério da Saúde do país nesta terça-feira, 16. Outras 16.799 pessoas foram internadas por causa da doença.

De acordo com estimativas não oficiais, no entanto, o número de casos pode ser bem maior. Só a Organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras contabiliza 12 mil casos da doença.

 

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Com o agravamento da epidemia, a tensão cresce no país. Na véspera, dois homens morreram na região norte do Haiti ,após confrontos entre capacetes azuis e manifestantes que protestavam contra a maneira como o governo trata a doença.

Em Cap-Haitien, a segunda maior cidade do Haiti, localizada na costa norte, manifestantes armados atiraram contra as tropas da ONU e um manifestante foi morto quando um soldado das forças de paz disparou em autodefesa, informou a missão da ONU (Minustah) em comunicado. Soldados da ONU também usaram gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

A missão da ONU atribuiu a violência em Cap-Haitien e Hinche a agitadores políticos que estariam determinados a provocar instabilidade social antes das eleições presidencial e legislativa, previstas para o dia 28 de novembro.

Com AP e Reuters

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