Mortes por cólera no Zimbábue chegam a 978, diz ONU

Epidemia, a mais grave da história do país, cresceu 20% em apenas 72 horas e pode chegar a 60 mil casos

Agências internacionais

15 de dezembro de 2008 | 15h40

Mais de 180 novas mortes registradas nos últimos dias elevaram a 978 o número de óbitos causados por um surto de cólera no Zimbábue, o que representa um aumento de mais de 20% em apenas 72 horas, revelam números divulgados nesta segunda-feira, 15, em Genebra pela Organização das Nações Unidas (ONU). O número de casos suspeitos subiu para 18.413.   Veja também: Mugabe abandonou seu povo, diz embaixador americano Fim da cólera 'decretado' por Mugabe era sarcasmo, diz jornal Os dados representam uma elevação drástica em comparação com o último balanço divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Na sexta-feira, a OMS registrava 792 mortes num universo de 16.700 casos suspeitos.   O presidente Robert Mugabe, que governa o Zimbábue há 28 anos, acusa os países ocidentais de tentar usar o surto de cólera para forçá-lo a deixar o poder. "Agora que não há cólera, não há motivo para guerra", disse ele na quinta-feira, ao afirmar que deteve a epidemia. Depois, o jornal estatal Herald disse que a declaração foi "sarcástica."   Líderes ocidentais e alguns africanos pediram que o governante de 84 anos renuncie em meio a uma crise política alimentada pelo declínio econômico e pela epidemia de cólera. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pediu na sexta-feira que Mugabe chegue a um acordo sobre um novo governo, para "deixar seu legado de uma forma positiva." Especialistas do braço de saúde da ONU calculam que o número de casos possa alcançar a marca dos 60 mil se a epidemia, iniciada em agosto, não for controlada. A cólera espalhou-se pelo Zimbábue por causa da deterioração do sistema de saúde e dos serviços de saneamento básico.  

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