Anna Moneymaker/Getty Images/AFP
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Mortes por covid-19 nos EUA ultrapassam 800 mil

Número antes inimaginável é visto como duplamente trágico, dado que mais de 200 mil dessas vidas foram perdidas depois que a vacina já estava disponível, no semestre passado, praticamente a todos os adultos do país

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2021 | 22h42

WASHINGTON - Os Estados Unidos ultrapassaram nesta terça-feira, 14, 800 mil mortes por coronavírus conforme a pandemia se aproxima do fim do segundo ano. O número antes inimaginável é visto como duplamente trágico, dado que mais de 200 mil dessas vidas foram perdidas depois que a vacina já estava disponível, no semestre passado, praticamente a todos os adultos do país. A campanha de vacinação foi iniciada há um ano

A marca, quase equivalente à população da cidade americana de São Francisco, é ultrapassada quando mais de 50 milhões de casos de coronavírus foram identificados no país desde o início da pandemia, de acordo com o Centro de Recursos Coronavírus da Universidade Johns Hopkins. 

O país alcança o número conforme a variante Ômicron ganha terreno, intensificando os pedidos para que as pessoas vacinadas recebam doses de reforço. Especialistas e rastreadores de doenças tem que a nova variante gere uma nova onda após os surtos atribuídos à variante Delta.

A variante Ômicron já está se espalhando rapidamente nos EUA e pode levar a uma enorme onda de infecções já em janeiro, alertaram as principais autoridades de saúde do país na manhã desta terça-feira.

O total de mortos por covid-19 nos EUA equivale aproximadamente à quantidade de americanos que morrem a cada ano de doenças cardíacas ou derrame. Os EUA têm o maior número de vítimas em comparação a qualquer país. Os americanos respondem por aproximadamente 4% da população mundial e cerca de 15% dos 5,3 milhões de mortes conhecidas por coronavírus desde que o surto começou na China, há dois anos.

Acredita-se que o verdadeiro número de mortos nos EUA e em todo o mundo seja significativamente maior por causa de casos que foram esquecidos ou ocultados.

Especialistas em saúde lamentam que muitas das mortes em território americano foram especialmente dolorosas porque eram evitáveis com a vacina, que foi disponibilizada em meados de dezembro, há um ano, e aberta a todos os adultos em meados de abril deste ano.

Cerca de 200 milhões de americanos estão totalmente vacinados, ou pouco mais de 60% da população. Isso está muito aquém do que os cientistas dizem ser necessário para manter o vírus sob controle.

"Quase todas as pessoas que estão morrendo agora estão morrendo de mortes evitáveis", disse Chris Beyrer, epidemiologista da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins. "E isso é porque eles não estão imunizados. É uma tragédia terrível."

Quando a vacina foi lançada pela primeira vez, o número de mortos no país era de cerca de 300 mil. Atingiu 600 mil em meados de junho e 700 mil em 1º de outubro.

Os EUA ultrapassaram o limite mais recente com casos e hospitalizações em alta novamente em um pico impulsionado pela variante Delta altamente contagiosa, que chegou na primeira metade de 2021 e agora é responsável por praticamente todas as infecções. 

Agora, a variante Ômicron está ganhando espaço no país, embora os cientistas não tenham certeza de quão perigoso é. Beyrer lembrou que em março ou abril de 2020, um dos piores cenários projetava mais de 240 mil mortes de americanos, um número ultrapassado em mais de três vezes hoje./WP e AP 

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