EFE/ Hotli Simanjuntak
EFE/ Hotli Simanjuntak

Mortes por terremoto e tsunami na Indonésia ultrapassam 1,9 mil

Autoridades locais afirmam que resgate de corpos é dificultado pela lama; equipes de busca devem encerrar suas atividades até o fim da semana

O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2018 | 10h33

PALU, INDONÉSIA - O número de mortes causadas por um terremoto e um tsunami na ilha de Sulawesi, na Indonésia, chegou a 1.948, informaram autoridades locais nesta segunda-feira, 8, enquanto milhares de habitantes ainda são dados como desaparecidos. As equipes de resgate planejam finalizar seu trabalho no fim desta semana.

A maioria das vítimas foi registrada na cidade de Palu, informou um funcionário da força-tarefa de resgate. O chefe do Conselho Nacional de Gestão de Desastres, Willem Rampangilei, disse que pode haver até 5 mil vítimas enterradas sob a lama em Balaroa e Petobo, dois dos bairros mais afetados em Palu. No entanto, ele acrescentou que o número será verificado, já que a estimativa não é oficial e veio dos chefes de aldeias locais.

O terremoto do dia 28 de setembro gerou a liquefação do solo, normalmente úmido e solto. Por conta disso, a lama que soterrou as vítimas é muito macia para permitir o uso de equipamentos pesados no resgate, e a decomposição dos corpos já está avançada.

"É impossível reconstruir em áreas com alto risco de liquefação, como Petobo e Balaroa", disse Rampangilei, acrescentando que algumas vilas serão remanejadas.

Enquanto isso, autoridades religiosas e parentes dos sobreviventes discutem quais áreas podem ser transformadas em valas comuns, com monumentos em homenagem às vítimas. As autoridades reiteraram que as buscas devem terminar na quinta-feira, mas admitem que o prazo pode ser prorrogado, caso haja necessidade.

Segundo Rampangilei, a vida começa a voltar ao normal em algumas áreas afetadas pelo desastre. As necessidades imediatas de alimentos e água foram atendidas e o governo local começou a funcionar novamente. Ele afirmou que as aulas serão retomadas assim que possível. No entanto, muitas escolas foram completamente destruídas e os alunos ainda têm medo de voltar. / AP

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