Morto na Indonésia não era líder extremista, diz polícia

Exames de DNA mostraram que a pessoa executada em um cerco militar promovido na semana passada na Indonésia era um vendedor de flores, e não Noordin Muhammad Top, o extremista islâmico mais procurado do país, acusado de ser o mentor de uma série de atentados nos quais dezenas de pessoas morreram, admitiu hoje a polícia local. Nos exames foram comparadas amostras genéticas extraídas do corpo do suposto extremista morto pelas forças locais de segurança com o DNA de familiares de Noordin Top, disse Eddy Saparwoko, diretor da unidade de identificação de vítimas da Polícia Nacional da Indonésia. Os exames apontaram que o corpo era de um florista que conhecia Noordin Top e supostamente integrava a célula extremista que, no mês passado, promoveu ataques suicidas contra dois hotéis de Jacarta.

AE-AP, Agencia Estado

12 de agosto de 2009 | 10h06

Nascido na Malásia, Noordin Top é acusado de orquestrar mortíferos atentados financiados pela rede extremista Al-Qaeda na Indonésia ao longo dos últimos anos. A mídia do país afirmava que o extremista havia sido morto no cerco militar de sábado na região central de Java. Mas Saparwoko identificou a pessoa morta no cerco como Ibrohim, um florista que trabalhava para uma rede de lojas de flores que tinha entre seus clientes os hotéis J. W. Marriott e Ritz-Carlton de Jacarta, atacados no dia 17 de julho. No atentado, sete pessoas morreram. Nanan Sukarna, porta-voz da Polícia Nacional, afirma que Ibrohim conhecia Noordin Top e ajudou a "planejar e a arranjar" os atentados.

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