Mortos chegam a 17 na Caxemira

Autoridades impuseram o toque de recolher na região; civis desafiam a medida

Efe

14 de setembro de 2010 | 03h47

 

NOVA DÉLHI - O número de vítimas mortais em choques envolvendo a polícia na Caxemira indiana chegou a 17 nas últimas horas, e as autoridades voltaram a impor o toque de recolher na maior parte do vale, informou uma fonte oficial, nesta terça-feira, 14.

Com 17 mortes e mais de 70 feridos, a segunda-feira foi o dia mais violento desde que explodiu a atual onda de protestos contra a Índia, em junho, segundo a agência de notícias, PTI.

Os enfrentamentos com as forças de segurança aconteceram durante várias manifestações em todo o vale muçulmano, sob soberania indiana, uma delas motivada por rumores de que tinha sido queimada uma cópia do Corão nos Estados Unidos, plano que um pastor americano radical não levou adiante.

Após estes fatos, as autoridades impuseram o toque de recolher na maioria das localidades do vale da Caxemira, incluindo a capital de verão, Srinagar, embora vários civis tenham desafiado a medida.

As forças de segurança também decidiram restringir o tráfego aéreo durante os próximos três dias, segundo a rede televisiva privada NDTV, que não citou fontes.

Todas as forças políticas estão convocadas a uma reunião nesta quarta-feira, na qual decidirão a estratégia a seguir na Caxemira indiana, e que poderia incluir a retirada em alguns distritos dos poderes especiais das forças de segurança, que atuam frequentemente com impunidade.

Os protestos são constantes desde junho, e têm como principais demandas a independência e a retirada das forças de segurança indianas.

Dezenas de civis morreram desde então, e os analistas começam a comparar a situação com o final dos anos 80, quando o auge de grupos separatistas e pró-Paquistão armados se uniu à efervescência social.

Em relação à relativa calma que reina na Caxemira sob soberania paquistanesa, o estado que depende da Índia viveu em permanente instabilidade desde a traumática partilha do subcontinente, em 1947, e motivou duas guerras e vários conflitos menores entre as duas potências do Sul da Ásia.

EFE

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