Mortos chegam a 48 no quinto dia de ofensiva israelense

O número de baixas palestinas nos últimos cinco dias durante o cerco israelense à cidade de Beit Hanoun, na Faixa de Gaza, chegou a 48 neste domingo, com a morte de pelo menos quatro pessoas - incluindo dois militantes do Hamas. Israel lançou a ofensiva na última quarta-feira para tentar acabar com salvas de foguetes lançadas diariamente contra cidades israelenses. Segundo o Estado judeu, a maioria dos tiros é dada a partir da região. No início da noite, mais um militante da Jihad Islâmica teria sido morto em um ataque aéreo no norte de Gaza, disseram médicos palestinos. Os militares israelenses não teceram comentários sobre a morte. Ainda neste domingo, o Vaticano e a União Européia criticaram a ofensiva, mas o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que a operação é necessária para "reduzir consideravelmente os ataques com foguetes e como prevenção contra o terrorismo". Em uma reunião do Gabinete de Segurança israelense, o premier afirmou que Israel não tem a intenção de reconquistar Gaza. No ano passado, o Estado judeu retirou todos os seus assentamentos do território. "Quando chegarmos a conclusão de que a operação está próxima de seus objetivos, nos retiraremos definitivamente de Gaza", disse ele. Entretanto, apesar da ofensiva, seis foguetes foram atirados contra cidades israelenses neste domingo. Ninguém ficou ferido. Israel alega que os ataques visam eliminar os militantes envolvidos no lançamento de foguetes contra Israel. Embora a maioria das baixas seja de militantes, a ofensiva resultou na morte de vários civis. Entre as vítimas fatais estão uma menina de 4 anos, uma mulher de 72 anos, dois paramédicos e duas mulheres que tentaram proteger um grupo de militante formando uma barreira humana ao redor de uma mesquita. No domingo, cerca de 100 paramédicos marcharam na cidade de Gaza para protestar contra a morte de dois de seus colegas, vítimas de um míssil israelense na cidade de Beit Lahiya, vizinha de Beit Hanoun. O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniye, classificou a ofensiva israelense como um "massacre", e moradores de Beit Hanoun alertaram para o crescimento de uma crise humanitária no território. "Nós temos eletricidade, mas falta água potável", disse uma mulher de 28 anos que preferiu não se identificar. Segundo ela, faltam itens essenciais como leite e fraldas, o que tem obrigado os moradores a dividir seus alimentos. Um porta-voz de Israel informou que lojas foram abertas por algumas horas neste domingo, e que serão permitidas a fazer o mesmo na segunda-feira. Ele acrescentou ainda que técnicos palestinos poderão entrar na cidade na segunda-feira para concertar bombas d´água danificadas durante a ação militar.

Agencia Estado,

05 Novembro 2006 | 22h46

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