Mortos de desabamento em Bangladesh ultrapassam 700

Centenas de sobreviventes do desabamento de um prédio em Bangladesh, onde estavam instaladas cinco confecções, fizeram uma manifestação nesta terça-feira pedindo indenizações, mesmo dia em que passou de 700 o número de mortos do pior acidente industrial do país.

Agência Estado

07 de maio de 2013 | 12h21

A sala de controle que supervisiona as operações de resgate informou que o número havia atingido a marca de 705 na tarde desta terça-feira. O Rana Plaza, de oito andares, desabou no dia 24 de abril.

Ninguém sabe qual será o número final de mortos, já que a quantidade exata de pessoas no interior do prédio no momento do desabamento é desconhecida. Mais de 2.500 pessoas foram resgatadas com vida.

Centenas de trabalhadores que sobreviveram ao desastre bloquearam a principal estrada nas proximidades do local do acidente num subúrbio de Daca nesta terça-feira para exigir o pagamento dos salários e outros benefícios. Não houve episódios de violência, embora o tráfego tenha sido interrompido por horas.

O administrador do governo local Yousuf Harun disse que está trabalhando com a Associação de Fabricantes e Exportadores de Vestuário de Bangladesh para assegurar que os trabalhadores sejam pagos.

Os funcionários, muitos dos quais ganham pouco mais do que o salário mínimo nacional, de cerca de US$ 38 por mês, exigem pelo menos quatro meses de salário. Eles haviam estabelecido esta terça-feira como o prazo final para receber o pagamento.

Harun disse que não há salários em atraso, exceto o do mês de abril e há um acordo para que os trabalhadores recebam o equivalente a mais três meses de remuneração. Após um grupo de representantes da Associação de Fabricantes chegar ao local do protesto e prometer realizar o pagamento ainda nesta terça-feira, os manifestantes saíram da estrada, disse Harun.

As autoridades não estabeleceram um prazo para a conclusão das operações no local, dizendo que elas continuarão até que todos os corpos e escombros sejam removidos. As informações são da Associated Press.

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