Mortos em atentado a hotel chegam a 21

Governo acredita em ''brecha'' na segurança e diz que facção Haqqani realizou a ação

, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2011 | 00h00

CABUL - As autoridades do Afeganistão informaram ontem que, ao todo, nove radicais islâmicos participaram do ataque ao Hotel Intercontinental de Cabul, ação que só terminou com a intervenção de helicópteros da Otan e demonstrou a vulnerabilidade das forças afegãs em relação ao controle da segurança no país. Pelo menos 21 pessoas morreram: todos os insurgentes, 2 policiais, 9 civis afegãos e 1 piloto de avião espanhol hospedado no hotel.

Uma testemunha contou que a polícia não foi capaz de parar uma pessoa que claramente constituía uma ameaça. Em vez de impedir a entrada de um homem que carregava armas vestido de policial e levava na cabeça o gorro branco típico dos muçulmanos mais religiosos do país, os agentes apenas pediram que a testemunha se afastasse dele. Outro relato descreveu que alguns policiais fugiram no momento do ataque.

"Acreditamos que houve uma falha na segurança", declarou Lotfullah Mashal, porta-voz da Diretoria Nacional de Segurança do Afeganistão. De acordo com o governo afegão, 18 pessoas - 13 civis e 5 policiais - ficaram feridos.

O Taleban assumiu a autoria da ação. Segundo a emissora americana CNN, porém, o Ministério do Interior afegão afirmou que militantes da rede Haqqani, facção radical islâmica paquistanesa que é ligada ao Taleban e à Al-Qaeda, promoveram o ataque. De acordo com o governo, os insurgentes que realizaram a ação vieram do Paquistão.

A ação ocorreu uma semana após o presidente americano, Barack Obama, anunciar a retirada de tropas do Afeganistão. Um evento que reuniu representantes regionais para coordenar a transferência da segurança do país para as forças locais ocorreu ontem em Cabul. Muitos dos hóspedes do Intercontinental estavam na cidade para a reunião. Um juiz da Província de Logar foi morto no ataque. / NYT, AP e EFE

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